Aproveitando o momento, é bom escrever pra deixar certas coisas claras, principalmente para mim mesmo. Sou um ingrato, e nunca neguei, e este é um dos maiores fardos que carrego, e é bastante pesado, não tenha dúvidas, portanto, você ai que leu algo por aqui e ficou indignadinho, sinta-se devidamente.. Sinta-se devidamente seja lá como que for que gente como você (a quem me privo de adjetivar) se sinta quando julga alguém.
Outra coisa que descobri, é que estava seguindo por um caminho que não era o melhor, e acabei percebendo que me tornei aquilo que queria mais desesperadamente evitar: um grandessíssimo hipócrita. Acho até que já sabia, sempre gostei de me auto-intitular "patife"..
Mais uma: sou um poço de medo e covardia, e esta é mais uma das coisas que nunca neguei, contudo, ao contrário do que a maioria, não faço a mais vaga ideia do porque, sou grato por ser, e sou grato por entender porque sei que sou, e quais as implicações disso na minha vida.
Neste momento, espero que você, sentado ai, esteja já refletindo sobre sua identidade, espero mesmo, porque, por mais execrável que você seja, a sensação de ser honesto consigo mesmo é um alívio no fardo do ser todas essas coisas, e é, acima de tudo, o primeiro passo para fazer algo à respeito.
...
sexta-feira, 2 de maio de 2014
#11 - Quando penso a respeito dos males que vem pra bem.
Nós, como os seres "humanos" geralmente desprezíveis que somos, temos a covarde tendência, o vício de não aceitar enxergar nossos erros, em boa parte das vezes, por não admitirmos que eles não pertençam a quem pensamos que pertencem.
Pense muito bem antes de decidir assumir a responsabilidade por uma vida, pois aquilo que você fará por ela e com ela, enquanto ela ainda estiver descobrindo quem é, irá guiá-la consciente e inconscientemente em absolutamente todos os momentos da sua vida, portanto, os erros dela serão os seus, assim como os seus são os dos seus progenitores, e os destes, dos seus progenitores e assim sucessiva e infinitamente. Entenda, essa vida pela qual você assume uma responsabilidade, já será metade você, que por sua vez é metade de duas pessoas, que são metades de mais duas pessoas, que são metades de outras duas pessoas e assim, novamente, sucessiva e infinitamente, e como se não bastasse, o que ela se tornará está intrinsecamente relacionado com o que você é, portanto, pense bem.
Tudo o que você disser, como disser, quando disser, irá gerar parâmetros, os quais dirão à ela a como reagir a certas coisas, em determinados momentos, tudo que ela será é resultado quase que único e totalmente seu, portanto, esteja ciente de que a responsabilidade é colossal.
Eis onde entra outro grave defeito de espécie: temos o péssimo hábito de achar que somos perfeitos, que nosso modo de viver e ver o mundo é, quando não o mais correto, o único correto.
Nada disso pode ter cunho científico, mas por favor, não pense que escrevo antes de um longo exercício de observação e reflexão.
No final da contas, o que quero dizer é que, se você quer assumir a responsabilidade por uma vida, esteja ciente que para o bem ou para o mal, boa parte aquilo que ela será, daquilo que ela fizer, desde como ela interpreta, como ela pensa, ao que diz, como diz e quando diz, será resultado daquilo que absorveu de você, e portanto, a responsabilidade, ou se preferirem, a CULPA, será, antes de mais ninguém, SUA, muito mais do que principalmente, naquilo que toca você.
Pense muito bem antes de decidir assumir a responsabilidade por uma vida, pois aquilo que você fará por ela e com ela, enquanto ela ainda estiver descobrindo quem é, irá guiá-la consciente e inconscientemente em absolutamente todos os momentos da sua vida, portanto, os erros dela serão os seus, assim como os seus são os dos seus progenitores, e os destes, dos seus progenitores e assim sucessiva e infinitamente. Entenda, essa vida pela qual você assume uma responsabilidade, já será metade você, que por sua vez é metade de duas pessoas, que são metades de mais duas pessoas, que são metades de outras duas pessoas e assim, novamente, sucessiva e infinitamente, e como se não bastasse, o que ela se tornará está intrinsecamente relacionado com o que você é, portanto, pense bem.
Tudo o que você disser, como disser, quando disser, irá gerar parâmetros, os quais dirão à ela a como reagir a certas coisas, em determinados momentos, tudo que ela será é resultado quase que único e totalmente seu, portanto, esteja ciente de que a responsabilidade é colossal.
Eis onde entra outro grave defeito de espécie: temos o péssimo hábito de achar que somos perfeitos, que nosso modo de viver e ver o mundo é, quando não o mais correto, o único correto.
Nada disso pode ter cunho científico, mas por favor, não pense que escrevo antes de um longo exercício de observação e reflexão.
No final da contas, o que quero dizer é que, se você quer assumir a responsabilidade por uma vida, esteja ciente que para o bem ou para o mal, boa parte aquilo que ela será, daquilo que ela fizer, desde como ela interpreta, como ela pensa, ao que diz, como diz e quando diz, será resultado daquilo que absorveu de você, e portanto, a responsabilidade, ou se preferirem, a CULPA, será, antes de mais ninguém, SUA, muito mais do que principalmente, naquilo que toca você.
domingo, 13 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
domingo, 16 de março de 2014
#8 - The advice I never had - #2
You're alone. Understand it. Accept it.
You've born alone and you will die alone.
You're alone when you are by yourself and you are alone when you are with someone who fulfill you, cause you are she as she is you. So, you are two equal lonelinesses.
Enjoy the loneliness, appreciate to be alone, learn to love yourself, because you'll always be alone.
You've born alone and you will die alone.
You're alone when you are by yourself and you are alone when you are with someone who fulfill you, cause you are she as she is you. So, you are two equal lonelinesses.
Enjoy the loneliness, appreciate to be alone, learn to love yourself, because you'll always be alone.
domingo, 2 de março de 2014
#7 - Poetando
Ser Poeta é muito mais do que simplesmente escrever poesia. Para mim, deixo claro.
Ser Poeta, muito mais do que escrever poesia, é viver poesia.
Sabem, não tenho nenhuma pretensão de ser grande aos olhos de outrem, mas pretendo ser grande. Grandemente insignificante, insignificantemente único.
Não vi muitos invernos, até porque, oriundo e residente do brasil, é difícil, ainda mais nos últimos tempos, saber quando é o inverno, e mesmo que não fosse, tenho sérias dúvidas sobre minha capacidade de me lembrar de cada um especificamente, mas este não é o ponto; o fato é que não tenho o menor direito à pretensão de dizer que sei ou compreendo alguma coisa, mas digo que sei e que compreendo mais da metade das coisas a metade do que gostaria, coisas essas que muitos dos que me rodeiam compreendem menos da metade do que penso que seria bom, porém, sei bem menos da metade das coisas que estas sabem e compreendo menos ainda, mas sei que sei e que compreendo coisas muito importantes de outro ponto de vista, e penso que isso me torna alguém, me torna Eu.
Hoje, percebo que algo crucial que faz de mim, Eu, é a compreensão de que cada ser humano é único, e das várias implicações advindas disso, e a ciência da insignificância e grandeza potencial de tudo que é único. Mas antes de mais nada, Eu não seria Eu se não fosse Poeta.
Quanto mais se compreende, mais se sabe que não se sabe de nada e se compreende menos ainda. Eis que descobrimos nossa insignificância, nosso caminho para a grandeza que consiste em ser nós mesmos até o último cromossomo.
No final das contas, se você pensa, e pensa bem, percebe que o objetivo não é a felicidade, não é a paz, e muito menos a eternidade. No final das contas, se você pensa, e pensa bem, percebe que o objetivo é ser uma história, uma história que você gostaria de ouvir, uma história que você gostaria de contar, uma história que você gostaria de viver, porém, toda história tem um final, e quanto mais rápido você perceber que sua única certeza é que sua história vai ter um fim, compreender e aceitar isso, melhor sua história vai ser, e quando terminar, você estará satisfeito com a historia que escreveu, contou e ouviu de si mesmo. No meu caso, um Poema.
Se você estiver escrevendo sua história e perceber que ela está ruim, pense nisso: pelo menos você não é um Poeta.
Escrever sua história, nada mais é do que viver egoisticamente, ser honesto consigo mesmo, viver da sua forma dentro da sua esfera, o que pode ser positivo ou negativo, principalmente para as outras pessoas que a habitam. Escrever sua história nada mais é do que fazer suas escolhas do jeito que você faria e encarar as consequências do jeito que você faria. Poetas sempre fazem do jeito mais difícil. Na verdade, não sei disso, mas eu geralmente faço.
Sei que é complicado de compreender, mas a partir do momento que se entende uma coisa, todas as outras vêm na sequência como dominós, e espero que se você compreender, que seja como eu. Não quero que seja poeta, aliás, se puder, evite, mas se descobrir como ser você, não hesite.
sábado, 1 de março de 2014
#6 - The Raven
| Once upon a midnight dreary, while I pondered weak and weary, Over many a quaint and curious volume of forgotten lore, While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping, As of some one gently rapping, rapping at my chamber door. `'Tis some visitor,' I muttered, `tapping at my chamber door - Only this, and nothing more.' Ah, distinctly I remember it was in the bleak December, And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor. Eagerly I wished the morrow; - vainly I had sought to borrow From my books surcease of sorrow - sorrow for the lost Lenore - For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore - Nameless here for evermore. And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain Thrilled me - filled me with fantastic terrors never felt before; So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating `'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door - Some late visitor entreating entrance at my chamber door; - This it is, and nothing more,' Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer, `Sir,' said I, `or Madam, truly your forgiveness I implore; But the fact is I was napping, and so gently you came rapping, And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door, That I scarce was sure I heard you' - here I opened wide the door; - Darkness there, and nothing more. Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing, Doubting, dreaming dreams no mortal ever dared to dream before; But the silence was unbroken, and the darkness gave no token, And the only word there spoken was the whispered word, `Lenore!' This I whispered, and an echo murmured back the word, `Lenore!' Merely this and nothing more. Back into the chamber turning, all my soul within me burning, Soon again I heard a tapping somewhat louder than before. `Surely,' said I, `surely that is something at my window lattice; Let me see then, what thereat is, and this mystery explore - Let my heart be still a moment and this mystery explore; - 'Tis the wind and nothing more!' Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter, In there stepped a stately raven of the saintly days of yore. Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he; But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door - Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door - Perched, and sat, and nothing more. Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling, By the grave and stern decorum of the countenance it wore, `Though thy crest be shorn and shaven, thou,' I said, `art sure no craven. Ghastly grim and ancient raven wandering from the nightly shore - Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!' Quoth the raven, `Nevermore.' Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly, Though its answer little meaning - little relevancy bore; For we cannot help agreeing that no living human being Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door - Bird or beast above the sculptured bust above his chamber door, With such name as `Nevermore.' But the raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only, That one word, as if his soul in that one word he did outpour. Nothing further then he uttered - not a feather then he fluttered - Till I scarcely more than muttered `Other friends have flown before - On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before.' Then the bird said, `Nevermore.' Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken, `Doubtless,' said I, `what it utters is its only stock and store, Caught from some unhappy master whom unmerciful disaster Followed fast and followed faster till his songs one burden bore - Till the dirges of his hope that melancholy burden bore Of "Never-nevermore."' But the raven still beguiling all my sad soul into smiling, Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird and bust and door; Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linking Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore - What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore Meant in croaking `Nevermore.' This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom's core; This and more I sat divining, with my head at ease reclining On the cushion's velvet lining that the lamp-light gloated o'er, But whose velvet violet lining with the lamp-light gloating o'er, She shall press, ah, nevermore! Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer Swung by Seraphim whose foot-falls tinkled on the tufted floor. `Wretch,' I cried, `thy God hath lent thee - by these angels he has sent thee Respite - respite and nepenthe from thy memories of Lenore! Quaff, oh quaff this kind nepenthe, and forget this lost Lenore!' Quoth the raven, `Nevermore.' `Prophet!' said I, `thing of evil! - prophet still, if bird or devil! - Whether tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore, Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted - On this home by horror haunted - tell me truly, I implore - Is there - is there balm in Gilead? - tell me - tell me, I implore!' Quoth the raven, `Nevermore.' `Prophet!' said I, `thing of evil! - prophet still, if bird or devil! By that Heaven that bends above us - by that God we both adore - Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn, It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore - Clasp a rare and radiant maiden, whom the angels name Lenore?' Quoth the raven, `Nevermore.' `Be that word our sign of parting, bird or fiend!' I shrieked upstarting - `Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore! Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken! Leave my loneliness unbroken! - quit the bust above my door! Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!' Quoth the raven, `Nevermore.' And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting On the pallid bust of Pallas just above my chamber door; And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming, And the lamp-light o'er him streaming throws his shadow on the floor; And my soul from out that shadow that lies floating on the floor Shall be lifted - nevermore!
Edgar Allan Poe
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